Romances Proibidos: arrependimento e reparação na trama
Romances Proibidos é um lançamento da Boa Nova Editora, ditado pelo espírito Fernandes de Almeida de Melo ao médium Ariovaldo César Júnior. A história romanceada começa na década de 20, na cidade de Araraquara, e gira em torno de um padre que não conseguia se prender ao dogma do celibato.
O padre que não respeitava o celibato
Padre Augusto Maria era sedutor e mantinha vários relacionamentos com mulheres de sua comunidade. Chegou a engravidar uma trabalhadora rural, que deu à luz a pequena Estela, adotada por uma abastada família de São Paulo por intervenção do próprio padre.
Iracema, Pedro e a fazendeira Beatriz
Um tempo depois, o padre engravidou outra moça, Iracema, noiva do jovem Pedro, ambos trabalhadores da fazendeira Beatriz, espírita convicta. Beatriz resolve acolher a moça e dar uma boa lição em Augusto, mantendo em sua fazenda as reuniões mediúnicas de que Pedro participava.
Apesar da vontade de lavar sua honra colocando um fim na vida de Augusto, Pedro, inspirado pela espiritualidade, desiste do intento, perdoa sua amada e se casa com ela sob as bênçãos e o auxílio de Beatriz.
A virada em São Paulo
Padre Augusto foge para São Paulo e começa a lecionar em um renomado colégio da capital. Continua mantendo casos amorosos até conhecer uma linda aluna e tentar seduzi-la, descobrindo, então, que a jovem era sua filha Estela. Diante daquela quase tragédia, arrepende-se da vida que vinha levando, deixa a Igreja e se converte ao Espiritismo.
Resolve se casar com a professora Florinda, com quem acaba tendo quatro filhos. Quase desencarna ao levar dois tiros de uma ex-amante, mas consegue chegar aos 82 anos de idade, esforçando-se para ser um homem de bem.
| Item | Informação |
|---|---|
| Médium | Ariovaldo César Júnior |
| Espírito | Fernandes de Almeida de Melo |
| Editora | Boa Nova |
| Gênero | Romance |
| Páginas | 288 |
| Cenário inicial | Araraquara, década de 1920 |
O trecho sobre o arrependimento
O arrependimento, quando sincero, dá início à vontade de melhorar-se. A vontade é a maior força do universo.
O texto prossegue explicando que o processo de mudança interior pode gerar culpa pelo reconhecimento das faltas cometidas, e que as Leis de Deus, escritas na consciência, avisam com precisão quando o indivíduo erra. Sem a reparação não há progresso: semear é uma questão de livre-arbítrio, mas colher é obrigatório. Ao professor, a reparação caberia fazendo todo o bem ao seu alcance e não errando mais.
Avaliação da leitura
A resenha considera o livro de leitura fácil e agradável. Os pontos destacados são estes:
- Narrativa leve e descontraída
- Informações sobre a Doutrina Espírita na década de 20
- Letra grande, com boa diagramação
- Recomendação direta do resenhista
Trata-se de um romance espírita que se lê com facilidade e que deixa o leitor atento ao tema da reparação.
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