Resumo: A primeira parte do livro se passa na Irlanda do século 12, onde vive a camponesa Eugene, uma jovem cujo pai, um cristão ardoroso, parte para as atrocidades das Cruzadas e deixa a menina e sua mãe sob cuidados de um tio judeu, Jacob, que acaba violentado-a e tomando-a como esposa contra sua vontade.

Ao mesmo tempo, o jovem cavaleiro cristão Patrick Castle, ferido durante as cruzadas, acaba sendo socorrido pelo mulçumano Khaldun que possui em seu próprio lar um hospital que auxilia necessitados de todos os credos. Patrick encontra em Khaldun um segundo pai e aprende a entender melhor as lições do Cristo e do profeta Maomé.

Patrick é convocado para lutar contra mulçumanos numa sangrenta batalha em Jerusalém, a chamada “cidade santa”. Os cruzados cristãos, liderados pelo papa Urbano II, acreditavam que era preciso tomar Jerusalém à força e faziam isto em nome de Jesus, o que para Patrick já não fazia o menor sentido.

Ao retornar para sua cidade natal, encontra Eugene e o amor de outras vidas reacende nos corações dos dois jovens, que precisarão enfrentar a ira de Jacob e o preconceito da nobreza para ficarem juntos.

E nesse torvelinho de emoções reencontramos, aparentemente por acaso, pessoas que nos provovam um desejo incontrolável de convívio que quebra regras e barreiras religiosas, raciais, sociais e culturais. É a voz inconsciente do passado que grita dentro de nós, chamando à redenção. (pág 172)

Patrick e Eugene se casam e têm 5 filhos: Cristopher, Daniel, Helen, Beatrice e Khaldun. Vivem anos de intensa paz e felicidade, até que o papa Paschoal ll convoca o cavaleiro para partir até Jerusalém em busca de um preciosíssimo relicário.

O casal é tutelado pelos espíritos Zaquel e Rachel Castle, que fora mãe de Patrick. Os abnegados benfeitores cuidam para que nenhum dos dois deixem de cumprir seu destino rumo à redenção. Além do casal, temos Lucie Marie, cunhada de Patrick, que se torna muito amiga deles e acaba criando o primogênito Cristopher que desde bebê demonstra repulsa pelos pais biológicos.

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 Na segunda parte do livro, iremos conhecer uma encarnação anterior destes personagens, vivida durante o Império Romano e assim podemos compreender as diversas provações enfrentadas por nossos queridos personagens, que fizeram muitas loucuras em nome do amor.

Ficha Técnica
Autor:Elizabeth Pereira
Espírito: Sophie
Páginas: 637
Tamanho: 16×23
Editora: VivaLuz

Comentário
A obra é repleta de detalhes históricos, além de temas relevantes do espiritismo, tais como reencarnação, lei da causa e do efeito, provações coletivas e etc. Trata-se de um romance fascinante, daqueles que não conseguimos interromper facilmente a leitura. O livro tem diagramação impecável, com folhas de fundo amarelado e fonte grande e confortável. De bônus, entre uma encarnação e outra, temos uma lista com os nomes de todos os personagens que viveram nas duas épocas, o que facilita sobremaneira a compreensão desta eletrizante história, que não termina em Horizonte Vermelho, já que a mesma continua no livro Sob a Égide da Cruz.

É interessante ressaltarmos os absurdos que já foram cometidos em nome de Deus. As Cruzadas, tal como a Santa Inquisição, foram momentos em que os chamados cristãos mataram e morreram em nome de uma religião, onde seu maior Meste pregava o amor. De lá para cá, muita coisa mudou mas ainda existem guerras entre judeus, mulçumanos e cristãos justamente onde Jesus viveu e pregou e mesmo aqui no Brasil assistimos o crescimento de grupos fundamentalistas, que atacam e vilipendiam o próximo baseando-se em trechos bíblicos a fim de camuflar suas próprias imperfeições. Fatos esses que podem ser facilmente explicados pela reencarnação. É algo para refletirmos.

Trecho:

Ao sair da tenda Patrick se deparou com espetáculo aterrador, mesmo para quem já se acostumara com a guerra. Os cruzados em posição de ataque exibiam uma cena ímpar. Á frente estava o portador do estandarte papal, seguido dos líderes, com suas bandeiras e flâmulas, e dos caixeiros que já ensaiavam acordes funestos e horripilantes; depois vinham os lanceiros e seus escudos prateados ou dourados, de formas variadas, com o emblema da cruz; atrás postavam-se os besteiros montados, com suas bestas mortíferas apontadas em linha reta (…) Um grito de comando dos líderes, o som da fúria se fez ouvir, traduzido em caixas de guerra, brados insanos, patas de cavalos, passos em marcha e o alarido diabólico que os lanceiros faziam batendo suas armas contra os escudos. No compasso das caixas, em uníssono repetiam o brado de guerra de Urbano II: ” Deus vult (Deus quer)!”

**Veja um trecho em PDF cedido pela VivaLuz Editora

 
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