Resumo: O livro se passa na Itália do século XVII e conta a história de Ricardo, Bispo de Vêneto que, para conquistar fortuna, usou e abusou de seu poder como clérigo da Igreja Católica. Ainda criança, Ricardo percebeu que sentia atrações por outros homens. Seu pai, ao notar as tendências do filho, o rejeitou e enviou o garoto para um colégio interno. Quando saiu, se viu obrigado a casar com a prima Clarissa. Sabendo que não seria feliz ao lado dela, optou em fazer os votos e se tornar padre, pois – segundo soube através de um ex-professor – assim poderia viver plenamente sua homossexualidade. Como na época a Igreja detinha imenso poder e prestígio, a família de Ricardo concordou com sua ida para o seminário. Em pouco tempo, o rapaz foi subindo de cargo até que se tornou o Bispo de Vêneto. Para chegar a esse posto, precisou assassinar o Bispo Giordano. Também se envolveu em atividades excusas, como auxiliar Agnes, abadessa especializada em realizar abortos em mulheres da nobreza em troca de grandes quantias de dinheiro.
No mosteiro onde era o dirigente, havia um padre que lhe chamava a atenção, por não se preocupar com dinheiro e por viver realmente o Evangelho de Jesus. Frei Jacobino era o responsável pelos órfãos e, devido a enorme confiança que Ricardo depositava nele, acabou por se tornar seu secretário.
O que Ricardo não esperava é que iria se apaixonar pelo jovem Enzo e que isso mudaria sua vida, até então dedicada ao poder, dinheiro e luxúria.
A história vai se desenrolando através de sessões de psicoterapia no além. Com o auxílio do médico Georges, Ricardo vai se recordando desta encarnação e tentando reconstruir suas emoções e culpas.

Ficha Técnica:
O Bispo. Amor e sexualidade face a face
Autor: Ana Cristina Vargas
Espírito:José Antônio
Páginas:448
Tamanho: 14×21

Comentário: O livro é muito bom, mas em alguns momentos a narrativa detalhista pode cansar o leitor. Trata-se de mais uma obra espírita sobre a sexualidade humana, abordando em diversos trechos a questão da homossexualidade como algo natural, decorrente de nossa jornada evolutiva. Caso queira conhecer outras obras sobre o mesmo tema, acesse o artigo Livros espíritas sobre homossexualidade.

Trechos:

A vida religiosa dava a proteção adequada àquela união. Ricardo vivia feliz e tornava-se alguém que se abria com maior facilidade à percepção das pequenas belezas da vida, algo que apenas o surgimento do amor faz por alguém.
Essa acentuação da sensibilidade emocional não passou despercebida ao Irmão Jacobino, que há muito tempo vislumbrara na personalidade do superior os conflitos que carregava, inclusive os de ordem sexual (…)
O amor, pensava ele, é a ponte para o crescimento. Uma vida sexual e afetiva digna – pois não causava prejuízo a ninguém – são os materiais elementares dessa construção. Melhor viver com dignidade e desenvolver saudavelmente os diversos potenciais da personalidade humana do que se amargurar, reprimir-se e viver em torno de uma ferida mal curada (..) consumido intimamente em chagas de fogo, ardendo calado num inferno pessoal.

 
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