Resumo: Sentindo na própria pele é o primeiro livro de uma trilogia composta pelas obras “Com o amor não se brinca” e “Lembranças que o vento traz”.

A história começa logo após a proclamação da Lei Áurea. Tonha é uma escrava recém-liberta, de 97 anos, que ao se ver livre sente medo de abandonar o local onde viveu a maior parte da sua vida. Incentivada pelos filhos do dono da Fazenda São Jerônimo, Clarissa e Luciano, Tonha resolve lhes contar sua vida.

Antes de se tornar escrava, seu nome era Mudima e ela vivia feliz com seus pais adotivos em uma aldeia africana, até que foi vendida pelo chefe dessa tribo a um português que a trouxe para o Brasil em um navio negreiro. No Brasil, ela se tornou escrava do Coronel Licurgo, que a deu de presente de aniversário à filha Aline. Mudima passou a se chamar Tonha e logo aprendeu a língua portuguesa.

Tonha e Aline se afeiçoaram como duas irmãs. Nesta época acreditava-se que os negros não tinham alma e nem sentimentos e Tonha conseguiu mudar esta visão errônea de Aline, que passou a defender os escravos de maus tratos mais severos e a tratar Tonha com muito carinho e respeito.

Em um determinado dia, seu pai anunciou que se casaria com Palmira, já que estava viúvo há tantos anos e sentia falta de uma companheira. Palmira, dona da fazenda Ouro Velho, já tinha dois filhos: Cirilo e Camila. Aline e Cirilo se encantaram um pelo outro e acabaram noivando. Além dos filhos, Palmira trouxera seu sobrinho Inácio, médico recém-formado que logo estaria apaixonado por Tonha; e Constância, também sobrinha de Palmira e prima de Inácio pelo qual nutria um amor platônico. Notando o interesse de Inácio por uma escrava, Constância se alia com Lalá (escrava que deseja o lugar de Tonha) e Terêncio (capataz da fazenda) com o intuito de arruinar a vida de Tonha.

E agora? Como um amor entre um nobre branco e uma escrava negra poderá sobreviver numa época de tantos preconceitos e, ainda por cima, com o ódio de uma rival disposta a tudo para ter seu amado?

Ficha Técnica:
Médium: Mônica de Castro
Espírito: Leonel
Páginas: 371

Comentário:
Como a maioria dos romances de Leonel, “Sentindo na própria pele” nos envolve em uma trama muito bem arquitetada, onde presente e passado se misturam, com pinceladas de ensinamentos da Doutrina Espírita. Em matéria de diagramação, este livro não segue o padrão caprichado das mais recentes obras da Editora Vida & Consciência. A fonte é pequena e desconfortável, mas como a história é ótima, deu para relevar.

Trecho:

Sim. A vida é um eterno encontro e reencontro, onde aprendemos com nossos irmãos, amigos ou inimigos, que o amor é a única fonte de felicidade, nessa existência ou em qualquer outra. E se hoje nos depararmos com inimigos, saibam que essa inimizade, amanhã, não existirá mais, e o inimigo de ontem terá se transformado no irmão de amanhã, na mãe carinhosa, no filho amoroso. Deus é perfeito e seus filhos são regidos por uma lei perfeita, que busca fazer das criaturas o espelho da própria divindade. E, um dia, todos nós, sem exceções, nos tornaremos espíritos puros e perfeitos e poderemos, enfim, nos libertar dos grilhões que nos prendem a esse mundo de provações. Pg 354

 
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