Este livro foi lançado pela Madras Editora em 2010 é considerado um manual de Umbanda Sagrada – vertente umbandista trazida à Terra através da mediunidade de Rubens Saraceni – e que tem por objetivo uniformizar práticas rituais e o ensino doutrinário nas tendas, bem como auxiliar na formação de uma consciência de Umbanda.

Lembrando que a Umbanda possui diversas linhas ou vertentes e que a Teologia de Umbanda Sagrada é uma delas e que o leitor acostumado com outra vertente pode estranhar os ensinamentos contidos nas obras de Pai Rubens. 

Em Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada encontramos os seguintes temas:

  1. Diferenças entre Umbanda, Candomblé e Kardecismo;
  2. História da Umbanda;
  3. Mediunidade;
  4. Divindades
  5. Irradiações;
  6. Gênese e Fatores;
  7. Gênese da Umbanda Sagrada;
  8. Gênese do Planeta
  9. Teogonia (estudo dos Orixás);
  10. As Sete Linhas de Umbanda;
  11. As cores dos Orixás;
  12. Orixás de frente, ancestral e adjuntó;
  13. Chacras;
  14. entre outros temas

Assim como em outras obras de Pai Rubens, a leitura deste livro não é nada fácil e nem poderia ser, afinal as revelações contidas nele são complexas e requerem estudo aprofundado. Como escrevi acima, o leitor acostumado a Umbanda Popular, por exemplo, vai ter dificuldade em assimilar as informações aqui contidas. Como exemplo, vou citar a questão das 7 Linhas de Umbanda, que neste livro são apresentadas com uma composição de 14 Orixás, que formam os pares dos Tronos Divinos:

  1. Oxalá e Oiá-Tempo
  2. Oxum e Oxumarê
  3. Oxossi e Obá
  4. Xangô e Iansã
  5. Ogum e Egunitá
  6. Obaluaê e Nanã
  7. Iemanjá e Omulu

Apesar da complexidade da obra, recomendo a leitura visto que a vertente de Umbanda Sagrada tem crescido bastante e a maioria dos cursos presenciais e online são baseados nas obras de Rubens Saraceni, que tem deixado um legado significativo através de seus filhos e filhas de santo.

Pai Rubens já canalizou mais de 40 livros, segundo informações obtidas na Wikipedia. É o fundador do Colégio de Umbanda Sagrada Pai Benedito de Aruanda e do Colégio Tradição de Magia Divina. Para saber mais sobre o autor, clique aqui.

Trechos:

Comentar sobre as cores do Ori­xás é o mesmo que tentar equili­brar-se e manter-se ereto na cris­ta de uma onda ou parar todos os movimentos no meio de um ciclone, pois nenhum Orixá tem uma única cor.
Isto tudo é apenas fruto da tentativa de individualizar o geral e generalizar o individual.
Como dar cor a uma energia?
Desde Oxalá, no extremo positivo, até Omolu, no extremo negativo, todos trazem em si tantas cores que, por não serem visíveis aos olhos humanos e serem ainda desconhecidas, é-nos impossível comentá-las.(…) Em verdade, um Orixá irradia todas as cores, pois irradia em todas as sete faixas ou padrões vibratórios, e cada tipo de vibração, ao graduar a velocidade do giro, pode ser para mais ou para menos, dá uma cor a cada um dos elementos irradiados na forma de energias.(pg 178)

Orixá Ancestral é aquele que magnetizou o ser assim que ele foi gerado por Deus e o distinguiu com sua qualidade original e natureza íntima, imutáveis e eternas;
Orixá de Frente é aquele que rege a atual encarnação do ser e o conduz numa direção na qual o ser absorverá sua qualidade e a incorporará às suas faculdades, abrindo-lhes novos campos de atuação e crescimento interno;
Orixá Adjuntó é aquele que forma par com o Orixá de Frente, apassivando ou estimulando o ser, sempre visando seu equilíbrio íntimo e crescimento interno permanente.(pg 181)

 
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